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Cabaninha da Gi
 


Escolhas na Vida

Faz um tempão que eu não escrevo aqui, por falta de tempo e ainda bem, pois eu estava muito devagar em determinados assuntos de minha vida.
Um deles se resumia em ir ao médico, fazer chek up, em mim e em todo mundo aqui de casa. Até o Juju, meu irmão, que está indo bem, graças a Deus e ao meu suor, rs.
E a novidade é que tenho um afilhadinho muito lindo, o nome dele é Felipe!
Descobri que o Juju adora bebes, ele gosta do Pipucho. Olhem só que foto linda eu tirei dos dois.
Em suma, descobri que andei fazendo escolhas importantes em minha vida, optei em ter bichos, amigos, cuidar de meus irmãos e com isso, descobri que prefiro as relações, as pessoas,  do que apenas as coisas e o dinheiro.

                                  



Escrito por Gigi Tomate às 03h04 PM
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UM IRMÃO ESPECIAL

Olá amigos queridos da Cabaninha, hoje vou contar para vocês um pouco sobre meu irmão, a nossa amizade, o nosso encontro de vida!

O nome dele é Manuel Júnior, mais conhecido por Juju.

Ele nasceu dia 06/09/71. Minha mãe contou-me que ele nos primeiros dias de vida chorava muito, parecia que ela tinha espinhos no colo, rejeitou o seio materno logo de cara, não era fácil alimentá-lo.

Com o tempo ele foi-se revelando diferente, deitava-se de bruços no berço, cruzava os braços colocando as mãos como se fossem travesseiros e batia sua testa, sua cabeça contra as mãozinhas, por muitas horas.

Parecia uma bola de basquete!

Balançava-se todo, de um lado para o outro, mastigava as chupetas, dormia com uma fronha verde abraçado.

Minha mãe muito inexperiente passou a temer que ele não comesse e passou a dar tudo o que ele gostava, resumia-se em: amendoins, bananas, salsichas, danones.

Ele não falava, emitia sons, não sabíamos o que ele queria ou precisava.

Até que um dia, uma Testemunha de Jeová bateu na porta de casa e conversando com minha mãe, sugeriu sutilmente que talvez o Juju tivesse alguma dor de cabeça, por isso a batia no chão, que seria prudente levá-lo a um neurologista. Naquele tempo médico de cabeça era tabu, era para louco. Mas minha mãe não se fez de rogada e foi. Quando o médico viu o Junior disse à minha mãe: "Reze para que o eletroencéfalograma dê alguma coisa, pois caso contrário a senhora terá uma longa jornada". De fato não deu nenhuma alteração, e o médico encaminhou minha mãe a APAE onde ele ficou por três meses sendo observado, educado e diagnosticado.

Na APAE ele aprendeu a comer de tudo (passou fome por lá), inclusive usando talheres, aprendeu a apontar as coisas que quer como água, banheiro, café, passou a dormir sem a tal fronha e sem chupetas.

Foi diagnosticado como tendo Retardamento Mental Moderado, hoje, com traços autistas.

Meus pais foram conversar com um vizinho, ele havia feito ensino superior e meus pais foram consultá-lo para saber se ele tinha algum livro ou sabia do que se tratava esse diagnóstico. O vizinho disse secamente :"Significa que ele será um inútil à sociedade".

Bem, acho que ele tem razão, meu irmão não vota,nem trabalha, mas contribui em muito no imposto de renda, no imposto de morte dos meus pais. Pagamos um plano de saúde caríssimo, uma pessoa para ajudar a estar com ele.

Mas um produtor de filhos, de grana, não o Juju não sabe fazer! Mas meus pais deixaram tudo tranquilo para ele, se esforçaram para isso, deram a vida por isso, logo questiono tal inutilidade!

Enfim, o Juju aos quinze anos passou a ter convulsões o que faz ter de tomar gardenal duas vezes ao dia. Precisa de atenção contínua.

Quando meus pais morreram, o Júnior ficou dois anos deprimido, parou de movimentar-se ficando com problemas intestinais e as mãos duras. Corri aos médicos, até conseguir uma funcionária diarista, honesta que fizesse da minha casa um lar com rotinas e som de rádio, da máquina de lavar, da tv.Com tudo isso o Juju resgatou a convivência com o lar e melhorou da depressão.

Hoje seu dia resume-se em tomar banho, ficar cheiroso, andar na praça, ficar sentado na sala. Ele não demonstra interesse por muitas coisas, mas gosta das pessoas. Fica bravo se deixamos de dar atenção, enciumado, gosta de só fazer o que quer e muitas vezes se faz de besta porque é meio pregiçoso o moçoilo.

Mas é muito querido esse meu irmão, nunca teve um ato violento, faz umas birras de vez em quando, mas nunca é agressivo. Ele é fissurado em café e coca cola .

Não gostaria de vê-lo sofrer nunca , não gostaria de vê-lo morrer, nem de morrer antes dele, porém, são angústias que não podem dar respostas, nem evitar sofrimento, então para quê sofrer agora?!

Vou é mais aproveitar o belo sorriso do Juju , tomar café da manhã com ele, vê-lo fazer cara de quero mais no almoço! Beijos em vocês!

 

 

fotos do juju com minha mãe no dia em que nasceu

juju no colo da madrasta de minha mãe

juju em 1974

juju em 2003



Escrito por Gigi Tomate às 01h16 AM
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Pessoas Emprestadas - Uma lei da vida!

 

juju, papai, marlo, mamãe e eu - 1976

Hoje acordei com saudade de minha mãe, ela era fã da Imperatriz Leopoldinense, assistia os desfiles na tv, sabia os nomes dos integrantes, na quarta feira cruzava os dedos, torcia comendo pipoca, ela de um lado e eu com ela mas pela verde e rosa.

Minha mãe foi-se embora muito cedo em minha modesta e intrometida opinião, no dia 05/08/1998 às 8:30h da manhã.

Eu a havia encontrado dias antes, 26/07, em sua cama, ser ar, em quase coma. Diagnósticos...bem, ela tinha feito uma curetagem em função de um útero cansado que precisava ser retirado, mas como era época de copa, o Brasil estava perdendo para França, o médico que fez a tal curetagem não apareceu para vê-la, mandou um outro dar alta, que apenas prescreveu num prontuário, nem se quer a viu, desta feita ela voltou para casa.

Porém, em função de uma anemia por ter perdido sangue em suas hemorragias e na tal curetagem ela contraíra infecção hospitalar que evoluiu com um quadro diabético (ao qual desconhecia portar) resultando em óbito dias depois.

Falecera com 49 anos, deixando meu pai, um viúvo desconsolado (única mulher, namorada..etc), um filho autista dependente de tudo, meu irmão e eu completamente a deriva. O nosso navio tombou em águas violentas, tentamos a todo custo seguir adiante. 

Até que meu pai, depois de três meses assistindo a tudo sem ânimo, abriu mão do mundo porque imaginou que seria melhor reencontrá-la em outro canto. Suicidou-se, falecendo dia 08/11/1998.

Mais um buraco no navio, dá-lhe coração, amigos ajudaram, família paterna forçou um Titanic, mas nosso santo foi mais forte, afinal já tinha cochilado um monte até ali.

Minha mãe sempre havia me ensinado que um dia ela morreria, e eu morria de medo é claro. O tal dia veio sem aviso, me deixou repleta de medo, com todos os sentimentos de abandono e perguntas:  como faço agora?

Mas ela também me ensinou coragem, e a  cozinhar, a cuidar do Juju, da casa desde cedo, ela era exigente nestes quesitos, eu reclamava muito, tinha preguiça, mas aprendi. Meu pai, nos deixou casa, algum dinheiro, nos ensinou o que é amar alguém muito e o quanto pode ser perigoso entregar-se a uma pessoa na vida e deixar de existir se ela não estiver ali.

Me ensinou que precisamos entender que a vida é uma passagem, as pessoas nos são emprestadas.

Compreendo meu pai, ele ficou muito doente, deprimido e não viu saída. Acho que Deus também o compreende, ele era português (rssss) e em algum momento acreditou no reencontro imediato com minha mãe.Quem sabe!!! Eu me lembro que meu pai dizia para minha mãe que se ela morresse antes dele, ele iria logo atrás e ela respondia: "olha aqui quando eu morrer e for lá prus infernos, vou me arranjar um diabão bonitão por lá, não vem atrás de mim não heim, me dá sossego" e eles riam um monte...lembrei disso quando meu pai foi enterrado ao lado dela, ri um pouco dentro de mim. Até imaginei a cena, me confortou um pouco.

Hoje vejo a morte como um processo inevitável, falo dela com mais naturalidade e entendo que todas as vaidades deste mundo caem em vala comum quando pensamos na valiosodade do tempo que temos aqui nesse plano de vida. As bobagens, os engodos, as competições ( me refiro a relações), perdem seus significados quando penso na energia desperdiçada. Corro para outras saídas, pego meu sax, beijo meu irmão, vou namorar, brincar com minha cachorra, tomar chuva, comer,  fazer coisa boa, transar, ligar para os amigos, trabalhar feliz com competência...fazer história para quem quiser saber, fazer parte dela. Vem?

Beijos queridos amigos!

foto de casamento de meus pais em 1968*

gif de Marinahttp://www.templatesbymarina.com/



Escrito por Gigi Tomate às 07h15 AM
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Música

 

                                                        

"Toco quando sinto saudade, quando sofro de amor...quando ganhei o melhor beijo da noite, quando perdi as pessoas que mais amava e precisava! Toco para os meus amigos, para as pessoas e para mim! Peça a sua música!"

Estudando piano, fiquei sabendo que a música na idade média era controlada pela igreja, que com os cantos gregorianos utilizavam a monofonia.

Imaginem tocar um piano sem esbarrar nos meios tons...nas notas sustenidas e bemóis, pois a igreja compreendia a polifonia como interligada aos pagãos, aos "fanfarrões"....risos

Até que alguém escreveu Grensleves e surgiu a primeira música com uma nota "pagã", polifonica...abrindo assim as portas para a música renascentista...as artes se expandem e ganham forma, mundo, a visão antropocêntrica....

Ou seja, a música que surgiu dos mais antigos povos, do instrumento mais antigo do mundo que é a voz, teve seus momentos de clausura, domínio até a total rebeldia, com as festas dos plebeus, dos ciganos, do povo...

A música tem sua história desde do início do mundo, passando por todas as civilizações (Egito, Palestina, China, Índia, Grécia, Roma), e claro do homem primitivo e seu contato com a natureza bruta que tinha os sons dos pássaros, dos movimentos das águas, o assobio do vento, os bichos....tudo bem barulhento, nesse meio cheio de estímulos pode-se perceber a sonoridade do mundo e todas as possibilidades de música, que inclui ritmo, harmonia e melodia.

Mas o que mais interessante ainda surge são as reações que podemos ter, as emoções que nos remete, as memórias, o fatos que a música nos faz experimentar...

Do mais doce beijo ao mais triste adeus, uma trilha de filme, um acontecimento importante...com música fica mais significativo!

Diante disso hoje temos até a musicoterapia que visa melhorar o estado de saúde de pessoas, promover bem estar através dos instrumentos, dos sons, da criatividade!

Quantas vezes me vi em animo duvidoso, assim de ladinho,  pegando o meu sax tocando no corredor aqui de casa, deixando-o ressoar , transpirando um som simples, inventado, melancólico só de aparência...tipo charme de gato em cima do muro na madrugada...!? Qual a música da sua vida? 

 

 



Escrito por Gigi Tomate às 09h35 AM
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Quantos e quantos amigos nesse mundão afora  se reuniram num bairro qualquer, numa garagem e tocaram música alta para o terror de muitos vizinhos?

Na década de 80 foi um "boom", muita gente cantando "até quando esperar", Police, U2, os velhos dinossauros como Smoke on the water...enfim

Eu penso que muitas vezes  a gente não percebia o quanto estávamos aprendendo um com o outro, naquela forma de  integração, onde buscava-se  compôr um som, com alguns mau humores frente ao fulano que toca alto demais, o outro que falta no ensaio, mesmo um instrumento que era fraco e não dava conta do recado. Hoje acho que aquilo tudo era um ensaio para vida, lidar com todas as dificuldades, frustrações e prazeres que topamos no mundo do trabalho, dos amores.

Então o tempo passa e a bandinha da rua vai se desfazendo, alguém passa no vestibular, outro entra no cursinho, alguém tem namorada ciumenta e os rumos se tornam outros.

Ficam os persistentes, os que gostam de música mesmo e tocam para toda vida!

Eu sou uma ! O meu tocar é para sempre! E esses amigos da foto parecem ter quase a mesma necessidade, pois faz muitos anos que eles se encontraram em bandas de rua...de faculdade e hoje ainda tocam juntos mas de uma forma muito diferenciada!

Tiramos férias de nós mesmos em nome dos interesses da vida por longos tempos, aí alguém sente muita falta, lembra de chamar as mesmas pessoas de sempre e entramos numa maratona de ensaios. Um vem do interior, os outros todos vem direto do trabalho (a maioria sem tomar banho e sem jantar), e eu da minha casa chego de outro ensaio e já me posiciono para outro. A banda se chama Estado Alpha!

Eu curto essa banda, onde tem meus amigos de tempos, eles são rock and roll, eu nem ouço mais rock com o entusiasmo das épocas em que ia nas galerias atrás de long play raro. Só que eu gosto de ver o baixista todo cheio de chinfra se balançar  tocando Break on through , o baterista fazendo careta acompanhando cada batida feita na ponta da baqueta, os solos de guitarra (de cada um dos guitarras) que soam mais alto que a banda inteira, a vocalista tentando sobrepor todos os sons passando a  mensagem da letra com performance oriental, e eu lá com o meu teclado e sax, buscando uma brecha no rock para deixá-lo mais doce, risos, debaixo de olhares estranhos de meus amigos respeitadores do rock, mas sei que no fundo eles gostam!

Pronto está montada a energia da banda, os amigos são sempre os que assitem e apoiam e perguntam:Quando você irão tocar de novo? E aí eu pergunto agora: Amigos quando a gente vai tocar de novo??

Ps: Me lembrei de  um outro diferencial que essa nossa banda tem: sempre tocamos em bares que fecham depois, gargalhadassssss...mas é pura coincidência!

 



Escrito por Gigi Tomate às 07h39 PM
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Beijos de Apresentação

 

                                     

Olá, boas vindas a quem quiser se aproximar!

Eu sou Regina, conhecida por Gigi.

Sou saxofonista amante do soul, blues, jazz, bossa e todo qualquer tipo de música, aliás, aprendi com a música a ser mais livre de preconceitos, ouço de tudo, toco o que agradar as pessoas. O que mais gosto é poder tocar músicas onde as pessoas possam interagir,dançar, cantar, compartilhar do imenso prazer que é apresentar uma canção.

Adoro animais, tenho dois gatos siameses lindos chamados Bunito e Saphira e uma Pug linda chamada Querida.

Minha família se resume em minha pessoa, nascida dia 07/08/1970,ou seja, 35 anos, meu irmão Júnior, que tem 34 anos sendo portador da Síndrome do Autismo e o mais novo, chamado Marlo que tem 29 anos.

Trabalho como psicóloga em clínica e area hospitalar.

Adoro a internet, compreendo esse espaço como uma possibilidade confortável de se encontrar com o mundo.

Espero poder discutir e trocar opiniões com muitas pessoas, sou flexível, curiosa, uma amiga com quem se pode contar e agradeço à vida que me deram. Beijos a todos.



Escrito por Gigi Tomate às 10h47 AM
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